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sábado, 7 de janeiro de 2012

Preciso sobreviver

Não tenho tempo para sentir amor
Preciso sobreviver
Não tenho tempo para saber quem sou
Nunca saberei se será você

Há vejo passar todos os dias
E tenho medo de não vê-la mais
Te vejo, e logo transparece meu semblante de alegria
E com ele, aquele lindo sol do dia

Lindo sol do dia
Lembraçãs só diria
Que Lá sobraria ... dias e dias
Pra sobreviver, pra encontrar você

Vencer ou vencer

Sem surpresas, estamos todos aqui,
O exercito arma seu batalhão
Vamos, só há uma opção
Vencer ou vencer,

Haveria uma outra, morrer em vão
Mas esta eles não comentam não...
Seria pessímismo? Ou ilusão?
Enganar pessoas de bom coração...

Agora estão todos ali...
Sem poder de decisão
São marionetes a serviço da lei
Estão todos a serviço da nação...

Nada mais me serve

Flagelado, castigado pelas mãos do destino
Triste, chora como menino
Preso, clama por liberdade
Iludido, acredita no surreal
Pobre individuo

Se lamenta por não ser normal
Feito de lagrima
Chora ao descobrir que não é nada
Que é um ninguém
Que não pode ser feliz
E jamais será alguém

Infeliz por saber que não será como os amigos
E sente inveja disso
Ambisioso, almeja o que não pode ter
Rancoroso, chora todo preconceito sofrido
Mesmo sem ter culpa de nascer
No local onde foi nascido

Eu choro, eu me lamento
Eu não sirvo de exemplo,
Fracassado, orgulhoso e conformado...
Nada mais me serve como consolo
Nem seu abraço apertado

Eu quis

Eu quis tua vida
Eu quis tua alma
E quis teu corpo em seguida
Eu quis encontrar uma saída

Eu quis tuas facilidades
E as tuas dificuldades
Rejeito tudo que vem de mim
E meu orgulho é por nada

Eu quis tuas noitadas
Eu quis tuas feridas
Eu quis teus estudos
Eu quis teus luxos
Eu quis tua vida

Boatos

Boatos correm, o fim está proximo
Não há mais nenhum caleidoscopio
Não há mais nada para identificar
Idiotas capazes de amar

Vivemos alheios,
Jogados, esquecidos no meio
Vivemos em vão, a mercer dos bonitos
E dos mais favorecidos

Somos anormais por não seguirmos padrões
Somos iguais, por não termos corações
Somos reais por sermos meros idiotas
Boatos correm na cidade
Somos todos hipocritas..

Sempre assim

Sempre assim, sempre assim
Esquecido, jogado no escanteio
Sempre saco de pacadas, de saco cheio
Sempre o chacoteado no meio

Sempre aquele desgraçado
O mesmo de sempre, um otário
Sempre o mesmo humilhado
Que vive trancado
Preso nos seus propríos pensamentos
É o peso de quem estipula o preço
Pelos sentimentos que são sempre os mesmos

O amor, o ódio, não quero nada disso
Só queria um pouco compreensão
E deixar de ser omisso
Por favor, não façam isso comigo
Não me excluam, preciso de um amigo
É o ultimo suspiro,
Pra entender que ainda existo

Surtos

Que bom que ainda sente minha falta
Apesar de caminharmos em faixas contrarias
Nossa história foi escrita de forma errada
Como é triste saber, depois de tantas tentativas
Que você não significa nada

Me arrependo por ser estúpido
A ponto de querer arrancar um ultimo suspiro
Nossos rios já não tem o mesmo fluido
E os momentos não passaram de um breve surto

Surtos cometidos por um maluco
Comedido com medo de arriscar
Perdido com medo de amar
A ultima lagrima que cai
É a de arrependimento
Ao saber que depois de tantos impedimentos
Nossa história não terminou com o passar do tempo