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sexta-feira, 9 de março de 2012

Olhos fantasiados

Cachaças, bebidas e cigarros
São os vícios que te mata
A derrota, o único caminho que traça
Que cruzam os caminhos vagos

Sóbrio, perde todos os sentidos
Não dá valor ao que foi vivido
E se enterra em depressão
E o que não tem fim foi esquecido
E o que era inicio, meu amigo
Já foi encerrado

Seus olhos fantasiados de coragem
Estão amedrontados
Agora que está solitário, 
Preso e sem proteção
Tenta entender os motivos de viver em vão
  

Vírus

Na escuridão uma chama arde
Separados, se rompem as partes
E o que era em parte agora é dividido
E o que era promiscuo
Tornou-se libertinagem
E o sexo que era tão belo
Agora é selvagem
E o que era selva
Agora é cidade
Projeto de mausoléu para a alta sociedade
E o que era abundante tornou-se escasso
Onde está a a bio-diversidade?
Onde está a a bio-diversidade?
Aquele seu ex funcionário agora é ambulante
Por falta de oportunidades
As maquinas usurpam seus encargos
E a policia que protegia
Não passam de porcos fardados,
São vírus, só vírus, são vírus,
São vírus, só vírus, são vírus.




Alma embriagada

Não entendo seu ponto de vista
Também não entendo os meus
Todos seguem a risca
E não sabem qual o motivo da minha visita

Gostaria de vê-la ao menos uma vez na vida
E dizer que o que sinto é eterno
Você achou que era mentira
Mas estava enganada

Na memoria permanece sua face desconfiada
E a minha um pouco abalada
Pela surra de embriaguez
Pela ultima vez...

Minha alma embriagada esta anestesiada
E cheia de marcas das sujas noitadas,
Das putas ressacas,
Que nem a geleira do Alasca consegue curar...
Curar...

Quando chego em casa,
Olho no espelho minha cara
Sem motivos, por nada
Minha cara suja e minha alma embriagada
Sente sua falta.

segunda-feira, 5 de março de 2012

Só queria

Eu sinto falta do que senti
Por isso, meu bem, eu regredi
Eu sinto falta do que já fui
Por isso que este rio não flui

Eu só queria ver seus olhos,
Mas, meu bem, nem tudo eu posso
Eu não sou Deus, eu não sei ser Deus
Eu não sou teu, eu não sei ser teu

Eu só queria tentar, ser feliz de verdade...
Porém, eu sei, tem outra realidade...
Eu só queria apagar o passado
E ser feliz e sorrir ao seu lado.

sábado, 3 de março de 2012

Encontros com a morte

Vamos encaminha-los para o setor de ativacão nuclear
Estamos preparando o espaco
Temporariamente indisponivel
Provisões de informacões...

Os nossos contemporâneos estão escassos!
Contudo a vida é cheia de surpresas,
O homem desafiou o diabo com sua destreza
E agora está caminhando para o sucesso

E ai! Qual será o proximo passo?
As grades da prisão nos cercam de todos os lados
Caímos na armadilha! Estamos sem saída...

A morte está a nos acompanhar
Procurando somente um objetivo
Vive somente por um motivo
Te levar, te levar pra outro lugar.

Mas quem vai perder, quem vai ganhar?
Os questionamentos nos faltam
Quando começamos a pensar

O que está no ápice de sua natureza?
Qual o rio nos guiam
Para o caminho das ilusões e incertezas
Um dia saberás!

Porém antes que isto aconteca
Terás de provar da ceia, santa ceia
Terás de provar do seu proprio desespero
E beber, se embriagar sem ter medo.
Olhemos dentro de nós mesmos

Quem nos investiga?
O que será que nos castiga?
Vamos! Nos apresenta uma saída!
Por que temos que derramar nosso próprio sangue?
Pra que retroceder como antes?

Vamos! Você é o carrasco!
Prepara a forca!
Ameniza a dor deste desgraçado!
Vivi a vida inteira sem a tal sorte,
Então vamos, carrasco!
E prepara meu encontro com a morte!

(Teylor Andrade e Dedeco Lima)

Cantos de lamentação

Uma facada no peito
Um aperto, um anseio
Querer te ver
E não ter o que fazer

Um disparo, um estouro
Uma lagrima escorrida, um choro
na sentinela um coro,
Cantos de lamentação

Quem sabe partindo para outro plano
não encontro o que tanto procuro
Melhor tomar decisões drásticas
Do que ficar em pranto
Sem saber o que fazer

Hoje eu sinto a sua falta
E nenhum remédio me acalma
A minha loucura
Invadiu a superfície da alma

quinta-feira, 1 de março de 2012

Choro em alegria

Eu posso não lembrar seu nome
Esqueço também o mal que me fez
Só sinto os efeitos da embriaguez,
Um pouco de fome
E algo que revela outro lado da minha timidez

Posso não lembrar da dor que me consome
Apesar de ter algo que me console
Não consigo te esquecer
Não consigo amanhecer sem lembrar você
Não consigo caminhar ser ter você
Não conseguia imaginar a dor de te perder

E a partir deste momento
Eu choro em alegria na mesa do bar
E falo coisas inúteis pra não tentar lembrar,
Pois a cada entoar da melodia
E cada cantar da canção
Me faz lembrar
Me faz odiar e me faz negar você.