O passado esconde meu lado sombrio
No meu peito, algo gelado e vazio
Em seu seio, um fogo derrete,
Derrete, aquece e provoca arrepio
No seu sorriso, algo que nunca se viu
Em meu interior,
Reciclo tudo aquilo que não serviu
Reciclo os restos de amor,
Que se perdeu, quando fugiu
Algo me entristeceu quando você sumiu
Desapareceu do meu ponto de vista
Mesmo que atrasada, quase que tardiu,
Eu sinto amor, talvez sinta,
Se você permitir...
Deixa sentar-me ao seu lado na mesa
E ser feliz para a vida inteira
Eu não sei dizer te amo. Muito menos coisas de amor, mas sei o que é dor e dor já não sinto mais! (Dedeco Lima)
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sexta-feira, 20 de abril de 2012
Oração ao Deus shamã
Senhor dos sóbrios e benditos
Senhor dos ricos e bem nascidos
Faz-me gozar aos risos
Faz-me ser o que há de mais bonito
E mesmo que seja ridiculo
faz-me ser o mais belo
Ser do meu unico abrigo
Faz-me ser meu amigo
Pelo menos esta noite
Na plenitude solidão
Um açoite nos castiga em vão
E quando não haver
Mais um gole do meu desespero
Serei sempre o primeiro a me consolar
E quando faltar o ar,
Quando parar de recitar
Encherei o meu pulmão
Senhor, ah! senhor!
Se diz ser dono do meu espirito
Por que ele arde em chamas
Por que dar-te-me-ia deste castigo
Oh senhor, dono da purificação
Por que não alvás meu coração
Preciso, necessito, quase careço
Pereço, choro e clamo por perdão
Oh! senhor, guerreiro shamã
Alegrái meu clã
E deixa minha mente sã
Pelo menos por esta noite
Senhor dos ricos e bem nascidos
Faz-me gozar aos risos
Faz-me ser o que há de mais bonito
E mesmo que seja ridiculo
faz-me ser o mais belo
Ser do meu unico abrigo
Faz-me ser meu amigo
Pelo menos esta noite
Na plenitude solidão
Um açoite nos castiga em vão
E quando não haver
Mais um gole do meu desespero
Serei sempre o primeiro a me consolar
E quando faltar o ar,
Quando parar de recitar
Encherei o meu pulmão
Senhor, ah! senhor!
Se diz ser dono do meu espirito
Por que ele arde em chamas
Por que dar-te-me-ia deste castigo
Oh senhor, dono da purificação
Por que não alvás meu coração
Preciso, necessito, quase careço
Pereço, choro e clamo por perdão
Oh! senhor, guerreiro shamã
Alegrái meu clã
E deixa minha mente sã
Pelo menos por esta noite
domingo, 15 de abril de 2012
Como um animal
Eu quero ser como os animais
E viver como tais,
Só assim deixaria de crê em Deus,
não tendo a consciência dos normais...
Eu quero ser um animal
Para desfrutar com dignidade dos teus restos
Para degustar da ceia de seus dejetos
Santo desejo ao cometer incesto,
Quero ir aonde quiseres
Com apenas um gesto
De um modo esdruxulo
Eu só queria ser um animal
E fazer sexo sujo
Toda a noite, a noite inteira
Eu queria ser um animal
Pra ter o minimo de valor
Queria ser animal pra não sentir dor
Dor, sentimento tão normal
E por ser tão normal,
Torna-se banal
Enquanto queres ser alguém
Enquanto queres ser feliz também
Eu quero apenas falar "au-au"
E latir, para fazer Deus ouvir no além
Se é que ele existe! E caso ele exista,
Comunique-o que:
Eu só quero ser um animal
Como um cachorro qualquer
Ao lado de uma cachorra qualquer
Transando no meio da rua
Cheio de pulgas, que fulguras a lua
nas calcadas imundas, planejando uma fuga
Sem saber o que é amor,
Sem saber o que é dor ou fé.
Eu só quero ser um animal.
Só quero ser um animal,
nascer, crescer e morrer animal!
E viver como tais,
Só assim deixaria de crê em Deus,
não tendo a consciência dos normais...
Eu quero ser um animal
Para desfrutar com dignidade dos teus restos
Para degustar da ceia de seus dejetos
Santo desejo ao cometer incesto,
Quero ir aonde quiseres
Com apenas um gesto
De um modo esdruxulo
Eu só queria ser um animal
E fazer sexo sujo
Toda a noite, a noite inteira
Eu queria ser um animal
Pra ter o minimo de valor
Queria ser animal pra não sentir dor
Dor, sentimento tão normal
E por ser tão normal,
Torna-se banal
Enquanto queres ser alguém
Enquanto queres ser feliz também
Eu quero apenas falar "au-au"
E latir, para fazer Deus ouvir no além
Se é que ele existe! E caso ele exista,
Comunique-o que:
Eu só quero ser um animal
Como um cachorro qualquer
Ao lado de uma cachorra qualquer
Transando no meio da rua
Cheio de pulgas, que fulguras a lua
nas calcadas imundas, planejando uma fuga
Sem saber o que é amor,
Sem saber o que é dor ou fé.
Eu só quero ser um animal.
Só quero ser um animal,
nascer, crescer e morrer animal!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Alcool
Jogue tudo pro ar
Não deixe o tempo fazer
O que só o álcool pode resolver
Não deixe ela saber
O que só tu podes fazer...
Abra sua gaiola
Liberte-se agora
Desbrava os caminhos do novo mundo
E não desanime se te chamarem, vagabundo!
Pois seu é o mundo,
Em todas as instancias
Então chora criança
E derrama lagrimas
Ela não expressa palavras
Mas fala com a face
E transmite a dor
Triste dor, ao dizer, acabou!
Não deixe o tempo fazer
O que só o álcool pode resolver
Não deixe ela saber
O que só tu podes fazer...
Abra sua gaiola
Liberte-se agora
Desbrava os caminhos do novo mundo
E não desanime se te chamarem, vagabundo!
Pois seu é o mundo,
Em todas as instancias
Então chora criança
E derrama lagrimas
Ela não expressa palavras
Mas fala com a face
E transmite a dor
Triste dor, ao dizer, acabou!
sábado, 7 de abril de 2012
Mentira
Lançado o olhar macabro sobre o palco
Estão todos estasiados
É o começo de um novo espetáculo
Não sei se realmente estou preparado
O que houve?
Vejo olhares dispersos na plateia?
Eles vieram fazer apologia!
Apologia ao intelectual,
Isto é mentira!
No minimo demagogia
Ninguém viria aqui ouvir poesia
Acabe com a farsa
Destrua sua mascara!
Então dispa-se!
E depois perceba,
Que tudo começa quando algo se acaba!
Estão todos estasiados
É o começo de um novo espetáculo
Não sei se realmente estou preparado
O que houve?
Vejo olhares dispersos na plateia?
Eles vieram fazer apologia!
Apologia ao intelectual,
Isto é mentira!
No minimo demagogia
Ninguém viria aqui ouvir poesia
Acabe com a farsa
Destrua sua mascara!
Então dispa-se!
E depois perceba,
Que tudo começa quando algo se acaba!
Caminhos
Qual o caminho que nos salva
Qual sereno nos acalma
Qual o veneno da sua alma
O que me traz até você
Qual o azar que me rege
Por onde será que me segue
Mostre-me o caminho
Não deixe-me seguir sozinho
Preciso de outra direção
Já que escolhemos caminhos diferentes
Com a mesma percepção
Preciso de uma mão
Para tocar a minha em momentos de solidão
E sentir que o breve pode ser pra sempre
Qual sereno nos acalma
Qual o veneno da sua alma
O que me traz até você
Qual o azar que me rege
Por onde será que me segue
Mostre-me o caminho
Não deixe-me seguir sozinho
Preciso de outra direção
Já que escolhemos caminhos diferentes
Com a mesma percepção
Preciso de uma mão
Para tocar a minha em momentos de solidão
E sentir que o breve pode ser pra sempre
segunda-feira, 2 de abril de 2012
Dois anos (31 de março)
Quem não sonha não merece viver
Quem não vive precisa morrer
Para aprender e somente aprender
Para aprender a ser...
E somente a ser...
O mundo deixou de ser meu.
Quando você partiu
Eu culpei a Deus
Por cada riso que me deu
No adeus, seu adeus
Nunca mais vou ser seu
Nunca vou esquecer
Das lágrimas que derramamos juntos
Pelo dia em que choramos muito
Vivo em penúria nestes dois anos
E nem os santos tem pena de mim
E nem os anjos tem piedade
Divindades não sentem saudade
Não sabem o que é maldade,
Mas mata-me lentamente
E causa minha tristeza
Mesmo sem saber de verdade
Que praticou de mesma maldade
No dia em que partiu!
Quem não vive precisa morrer
Para aprender e somente aprender
Para aprender a ser...
E somente a ser...
O mundo deixou de ser meu.
Quando você partiu
Eu culpei a Deus
Por cada riso que me deu
No adeus, seu adeus
Nunca mais vou ser seu
Nunca vou esquecer
Das lágrimas que derramamos juntos
Pelo dia em que choramos muito
Vivo em penúria nestes dois anos
E nem os santos tem pena de mim
E nem os anjos tem piedade
Divindades não sentem saudade
Não sabem o que é maldade,
Mas mata-me lentamente
E causa minha tristeza
Mesmo sem saber de verdade
Que praticou de mesma maldade
No dia em que partiu!
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