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quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Dia um D.F. Dia um depois do fim

O anuncio está próximo
Ao soar da ultima trombeta
caem trovões e trovoadas
É o fim de uma jornada

De longe avisto um reluzente cometa
Em direção ao nosso planeta
O criador destrói a criação
E arrepende-se da sua mais magnifica invenção

Caos, bombas e fogos
Por todos os povos.
Que estasiados, não param de olhar,
Então os raios de sol queimam os olhos
E as estrelas caem do céu
Como chuva de verão

Todos bestificados
Observam calado ao fim
Sem perspectivas para o futuro
Sem saber como é a vida
Do outro lado do muro.

É  o fim do mundo
É o fim da jornada humana
É o fim do mundo
No show da morte ela é estrela
Canta, toca e dança,
Cheia de formosura e beleza.
É o fim, dia um depois do fim!

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

Recusa

O suor espalha-se pelo corpo,
Como um rio atravessa o outro.
Pernas em movimentos próprios,
Guiam os sentidos
Que caminham diretamente aos seus olhos
E você, diz não!

Recusa os carinhos,
E tranca-o em uma prisão,
Ilhas sem grades,
Desdenha de um coração
E o retalha parte a parte,

Todos tem a mesma opinião
E o julga pelos mesmos erros,
Preceitos e receios sem concertos
Que seu lado claro,
Expõe sem ter medo
Ao falar o que pensa,

Mesmo assim não cura a depressão,
Que perpetua ávida e sem fim
Alheia a vontade de não querer existir
E lá se vão todos os amigos
Ninguém deseja carregar esse fardo consigo.
E então, solitário caminha!

quarta-feira, 14 de novembro de 2012

Juízo Final

Então, o que acontecerá?
Quando o mundo acabar,
E quando tudo desabar?
O que estará imerso dentre os escombros?

Bêbados incompreensíveis,
Levam leves tombos e topadas!
E as aceita de forma calada,
Pois já não há palavras
Que descreva sua desgraça!

Talvez encontre anjos invisíveis...
Tentando curá-lo
De todas as marcas
Das vidas passadas,
Não perdoadas
Pelo então Deus carrasco!

O que realmente estaria imerso
Dentre os escombros do universo
O que estaria escondido no ambíguo eterno?
Do outro lado,
Ouves calado
Todas as promessas fajutas
Das antigas escrituras.
Arrepende-se de tudo que não fez.
E deseja voltar atrás...
Tarde demais,
Ninguém o ouve mais
Nem o tal cristo,
Que pelas mãos do homem, falecido,
Puderá ajudar-te

Obrigado a assumir os erros
E omitir os acertos
Migrou para outro planeta
Tão vermelho quanto marte
E tão ardente quanto um cometa.

quinta-feira, 25 de outubro de 2012

Mascaras

As mascaras caem
Ao termino do teatro,
Ao fechar das cortinas
Ao descobrir a verdade dos fatos
As mascaras caem,
E expõe os desgraçados
Pobres,
Não ostentam nenhum centavo
Pra comprar um cigarro
Ou tomar um porre
Pobres,
Não têm coragem de atentar
Contra a sua própria morte.
As mascaras caem
E descobrimos quem é quem
Sem precisar dizer uma palavra,
Não se sabe se é por falta de coragem
Ou se há vocábulos que não se possa pronunciar,
Mas do que adianta falar
Se o que escorre dos meus olhos
São lagrimas,
Puras lágrimas...

Que outrora não pude derramar.

sábado, 20 de outubro de 2012

Torturas


Torturado em praça publica
Implorando migalhas de suplicas
Dos subalternos incrédulos
Que caminham cegos
Sem rumo ou direção

Um breve suspiro
Olhares ao chão
Um apelo de perdão
Pelas pessoas que morreram em vão

Seus olhos derramados em lágrimas
São reflexos dos atos de glória
Esquecidos nas lembranças curtas
De uma vida de vitórias imundas

A cada rangido da corda
As bordas do ponteiro
Ultrapassam as circunferências das horas
Em um lapso de memória
Dão-se as costas e vão embora

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

Gritos

Permanentemente ecoarão gritos
Na superfície sensível dos meus ouvidos
Internamente minha alma suplica em gemidos!
- Afaste-se, ou terás o que merece!
Do que adianta sermos homens
Se somos vermes...
E por mais que grite
Meus sentidos surdos
Só ouvirão sussurros,
Brandos, quase nulos...
Sigo ludibriado pelo medo
Que me faz calar
Ao disparar dos tiros!
Éramos amigos,
E nos tornamos estranhos
Éramos guerrilheiros do mesmo bando
Tínhamos a proteção dos santos
Atualmente habito em trevas
Sem a companhia dos anjos.

sábado, 6 de outubro de 2012

Morte lenta

Quero ter uma morte lenta
Tranquila e amena
Sem pessoas ao redor do meu caixão
]só assim caminharei em paz
No  abismo vazio da solidão

É impossível viver sem amor,
Então o substituo,
Padecendo em dor
Até o fim da existência humana

Não desejo inferno ou céu
Não quero ser condenado ou réu
Só desejo enfrentar meu caminho
Sem cruzes ou espinhos...