Não sei quem eu sou
Nem pra onde vou
O que é verdade
Segundo Foucault?
Onde fica marte
Qual o vento forte que bate
Violentamente, a porta de sua mente.
Quando o coração sente
Crises de identidade
Será que é somente
Um erro bater
Errado é saber
Saber é tão surreal
E eu,
Que não sou tão ruim quanto pareço
Ou tão louco como posso estar
Eu apenas padeço sob a atenção de seu olhar
Meu corpo não é mais o mesmo
E eu apenas sinto
Quando omito o que digo
E mais, não vou voltar atrás
As minhas mentiras não são mais tão confortáveis
As minhas verdades não são mais realidade
Não sei quem eu sou
Crise de identidade
Se sou bom ou mal
Se sou negro ou branco
Se sou demônio ou anjo
Se sou animal ou humano
Eu não sei mais
Eu não sei mais
Eu não sei... mais...
Eu não sei dizer te amo. Muito menos coisas de amor, mas sei o que é dor e dor já não sinto mais! (Dedeco Lima)
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domingo, 28 de dezembro de 2014
Ciclo finito
O sentimento é tão humano
É tão humano o sentimento
Que chega ao ponto
De ser nojento!
É tão curto o tempo
É tão longe o hospicio
É tão louco o mundo
E muito pouco os momentos.
Preste atenção ao que eu digo
O mundo é ciclo finito
E tudo que tens um dia acaba
Inicia-se a revolução dos bichos.
Animais, insetos incertos e vermes
O homem quase sempre se esquece
Que mentir o que sente
Não é sentir sem mentir
E o diamante que brilha
Não é a luz do sol
Chocando com o vidro
E o que é de mentira
É um ciclo finito inexistente
E o que é de verdade
É sempre mais reluzente
E o sentimento não é apenas
Um sentimento
É tão humano o sentimento
Que chega ao ponto
De ser nojento!
É tão curto o tempo
É tão longe o hospicio
É tão louco o mundo
E muito pouco os momentos.
Preste atenção ao que eu digo
O mundo é ciclo finito
E tudo que tens um dia acaba
Inicia-se a revolução dos bichos.
Animais, insetos incertos e vermes
O homem quase sempre se esquece
Que mentir o que sente
Não é sentir sem mentir
E o diamante que brilha
Não é a luz do sol
Chocando com o vidro
E o que é de mentira
É um ciclo finito inexistente
E o que é de verdade
É sempre mais reluzente
E o sentimento não é apenas
Um sentimento
Ultimas flores
São as ultimas flores que me trazem...
Em formato de coroa
O carro funerario está pronto
O grito de desespero ecoa
O caixao foi comprado
Deus está esperando a hora boa
Para me levar
Para um lugar bem distante
No submerso mundo triste
Onde nada existe
Além do sofrimento
São as ultimas flores
Entregues no hospital
Para testemunhar todas as dores
E apenas uma pessoa de luto
Parece que ninguém gosta de mim
E isso é tudo!
Uma tristeza disfarçada
Toca meu coração
Com uma ponta de faca
Que o fura lentamente
E o que eu enxergava reluzente
Foi ficando escuro...
Em formato de coroa
O carro funerario está pronto
O grito de desespero ecoa
O caixao foi comprado
Deus está esperando a hora boa
Para me levar
Para um lugar bem distante
No submerso mundo triste
Onde nada existe
Além do sofrimento
São as ultimas flores
Entregues no hospital
Para testemunhar todas as dores
E apenas uma pessoa de luto
Parece que ninguém gosta de mim
E isso é tudo!
Uma tristeza disfarçada
Toca meu coração
Com uma ponta de faca
Que o fura lentamente
E o que eu enxergava reluzente
Foi ficando escuro...
Epitélio ou metal?
Aprendi demais com a decepção.
Agora ta na hora
De aprender com a vitória
Sei, não dependo só de mim
Quem me dera fosse assim
Pode ser até bom sonhar
Mas na hora de acordar
A realidade bate a porta
Só pra te dizer
É hora de trabalhar pra sobreviver
O sofrimento pede passagem
E o dia continua
Caminhando pela rua
Em uma linha reta sem fim
Como se em um único instante
Sobrasse só o inesquecível
O coração para de bater
E as veias são alimentadas de óleo diesel
Eu tenho mesmo que despertar?
Deste sonho tranquilo?
Eu tenho mesmo que acordar
E viver mais um dia infinito
O curto sonho teve fim
Agora é só realidade
Acordar e sentir o martírio
De quem sente e não esquece
Das marcas das feridas
Que ficam gravadas na pele
E não há como retirar
Epitélio, pele, carapaça ou metal
Não sei se sou feito de aço
Se sou homem, inseto ou animal
Só sei que ainda estou vivo
Como um objeto mecânico
Que é inventado e produz
E quando perde a vida útil
É jogado no lixo
Como um objeto obsoleto
Ultrapassado e julgado
Pelos seus próprios erros!
Agora ta na hora
De aprender com a vitória
Sei, não dependo só de mim
Quem me dera fosse assim
Pode ser até bom sonhar
Mas na hora de acordar
A realidade bate a porta
Só pra te dizer
É hora de trabalhar pra sobreviver
O sofrimento pede passagem
E o dia continua
Caminhando pela rua
Em uma linha reta sem fim
Como se em um único instante
Sobrasse só o inesquecível
O coração para de bater
E as veias são alimentadas de óleo diesel
Eu tenho mesmo que despertar?
Deste sonho tranquilo?
Eu tenho mesmo que acordar
E viver mais um dia infinito
O curto sonho teve fim
Agora é só realidade
Acordar e sentir o martírio
De quem sente e não esquece
Das marcas das feridas
Que ficam gravadas na pele
E não há como retirar
Epitélio, pele, carapaça ou metal
Não sei se sou feito de aço
Se sou homem, inseto ou animal
Só sei que ainda estou vivo
Como um objeto mecânico
Que é inventado e produz
E quando perde a vida útil
É jogado no lixo
Como um objeto obsoleto
Ultrapassado e julgado
Pelos seus próprios erros!
Cartas ao opressor
Mais um dia, bom dia opressores,
Que os chicoteiam todas as noites
Sem piedade preparam os açoites
Para ferir os coitados
No pelourinho só se ouvem os gritos
Pedidos de perdão pelo que não fez
O que é não ter dinheiro?
O que é viver de forma deplorável?
Qual a solução de viver em vão?
Será que tem jeito?
Por na cabeça dos burgueses
Que o medo está impresso
Em objetos de metais e pedaços de papel...
Os fortes escravizam quem não tem vez
E os exploram de foma banal
Será que tem jeito?
Quando as notas de cem
Começam a chover
O mundo castiga quem não as tem
E para os bem nascidos
Que nunca passaram fome,
O seu semelhante sofre
Enquanto você desperdiça o que come
Mas não chore, não implore
Levante a cabeça
A verdadeira riqueza está dentro de você
A verdadeira nobreza está dentro de você
O mais belo é ser,
Muito mais importante do que ser.
Que os chicoteiam todas as noites
Sem piedade preparam os açoites
Para ferir os coitados
No pelourinho só se ouvem os gritos
Pedidos de perdão pelo que não fez
O que é não ter dinheiro?
O que é viver de forma deplorável?
Qual a solução de viver em vão?
Será que tem jeito?
Por na cabeça dos burgueses
Que o medo está impresso
Em objetos de metais e pedaços de papel...
Os fortes escravizam quem não tem vez
E os exploram de foma banal
Será que tem jeito?
Quando as notas de cem
Começam a chover
O mundo castiga quem não as tem
E para os bem nascidos
Que nunca passaram fome,
O seu semelhante sofre
Enquanto você desperdiça o que come
Mas não chore, não implore
Levante a cabeça
A verdadeira riqueza está dentro de você
A verdadeira nobreza está dentro de você
O mais belo é ser,
Muito mais importante do que ser.
Dois lados da mesma moeda
Povo pobre massacrado,
Cultura e costumes deturpados
Pelos ditos superiores
Não reconhecem as origens
E vivem de falsas esperanças.
Dois lados da mesma moeda
As feridas e as vertigens
Causadas pelas mentiras secretas
Andam lado a lado
Em um sincronismo de danças
Praticando outros rituais
Chamam por Deus
Por não ter a quem chamar
E morrem sem saber que o jamais!
Um dia pode acontecer!
Onde está você,
Pregando nos ônibus,
Pregando na rua
E ninguém te vê...
Onde está você,
Ninguém te ouve,
Ninguém te entende,
São sobreviventes de uma fome
Que mata tanta gente
As palavras ferem a alma
Mais nunca tocam o coração
Os sonhos alimentam o corpo
De quem vive em vão!
Por que não me dá um pedaço de pão
Preferem me dar uma bíblia
Você pode até mudar
Pode tentar se adaptar
Mas não esqueça
De onde você veio
Quem você é
Não deixem maquiarem a tua fé
Em nome de Deus você acha
Que pode mudar
Em nome de Deus você acha
Que pode vingar
Mas os outros pregam a dor
Em cada palavra enunciada,
E se esquecem de que quem prega o amor
Não pode machucar
Não te deixa sentir dor
Cultura e costumes deturpados
Pelos ditos superiores
Não reconhecem as origens
E vivem de falsas esperanças.
Dois lados da mesma moeda
As feridas e as vertigens
Causadas pelas mentiras secretas
Andam lado a lado
Em um sincronismo de danças
Praticando outros rituais
Chamam por Deus
Por não ter a quem chamar
E morrem sem saber que o jamais!
Um dia pode acontecer!
Onde está você,
Pregando nos ônibus,
Pregando na rua
E ninguém te vê...
Onde está você,
Ninguém te ouve,
Ninguém te entende,
São sobreviventes de uma fome
Que mata tanta gente
As palavras ferem a alma
Mais nunca tocam o coração
Os sonhos alimentam o corpo
De quem vive em vão!
Por que não me dá um pedaço de pão
Preferem me dar uma bíblia
Você pode até mudar
Pode tentar se adaptar
Mas não esqueça
De onde você veio
Quem você é
Não deixem maquiarem a tua fé
Em nome de Deus você acha
Que pode mudar
Em nome de Deus você acha
Que pode vingar
Mas os outros pregam a dor
Em cada palavra enunciada,
E se esquecem de que quem prega o amor
Não pode machucar
Não te deixa sentir dor
quarta-feira, 15 de outubro de 2014
Amigos? Pra quê?
As pessoas não gostam de você
Elas gostam de como você está
Somente em um breve momento
Em que se faz presente
Ninguém gosta de você
Eles gostam apenas do que você tem
Eles acham que o merecem
E depois o descartam
Como sempre fazem
Eles gostam de um sorriso seu
Ou do seu dinheiro
Ou da cerveja que ficou de pagar
Ou do cigarro que os oferecem
E você tem medo
Do medo da solidão propagar
Como luz negra em seu coração
Que revelam as partículas
De um acidente biológico
Que foi você estar aqui
No meio de todos os nós
Sem nenhum propósito
E depois vão embora
Quando o dinheiro acabar
A bebida secar, e o cigarro apagar.
Dedeco Lima.
Elas gostam de como você está
Somente em um breve momento
Em que se faz presente
Ninguém gosta de você
Eles gostam apenas do que você tem
Eles acham que o merecem
E depois o descartam
Como sempre fazem
Eles gostam de um sorriso seu
Ou do seu dinheiro
Ou da cerveja que ficou de pagar
Ou do cigarro que os oferecem
E você tem medo
Do medo da solidão propagar
Como luz negra em seu coração
Que revelam as partículas
De um acidente biológico
Que foi você estar aqui
No meio de todos os nós
Sem nenhum propósito
E depois vão embora
Quando o dinheiro acabar
A bebida secar, e o cigarro apagar.
Dedeco Lima.
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