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domingo, 29 de novembro de 2015

Ode a esperança

O mundo em uma esfera circular
Onde tudo da voltas
Se a vida reserva surpresas...
Prefiro viver o agora
Mesmo que cheio de incertezas
Nunca eh tarde pra recomeçar
Vista sua mais bela roupa
Aproveite o dia
Que a saudade que permeia em sua cabeça
E a insanidade que insiste em te atormentar desaparecerá
E você verá
Que enquanto o sol brilhar
Um novo dia nascerá
Cada vez maid belo
E que o eterno sempre permeará
Diante dos momentos felizes
E a felicidade que era tão rara Substituirá cada momento triste
Em seu coração

sexta-feira, 10 de julho de 2015

Mais um poema

Eu sei que mudei
O que me fez tornar assim?
Você quis escrever de mim
Mas não quis saber do fim
O que foi que eu fiz?
Que culpa eu tenho?
Meu destino eh ser feliz?
Vai! Faz um rebento
Faz um buraco no meu coração
Corta os meus pulsos
Age por impulso
E joga fora o nosso amor
Diz que foi tudo em vão
Então prepara o abismo
O local exato do meu suicídio
5... 4... 3... 2... 1...
A hora da morte eh apenas o inicio
Morri como qualquer um...
E eu que era um santo menino
Me encontro entorpecido
Na calcada esquecido
Quase morto como um mendigo
Sem identidade e perdido
Sem o que tinha de mais valioso
O seu amor!
Este eh mais um poema
Que escrevo para você
Que era minha pequena
E que hoje preciso esquecer
Este é mais um escrito
De um perdedor
Que se mantém isolado e omisso
Este é mais um poema
Eu que disse que aquele era o último
Era apenas uma mentira
Ainda vem mais outros setenta
Ou muitos outros até o fim da vida
Me2u amor por você foi único
Jamais sentirei outro igual
Este é mais um poema
E de nada adianta
Seguirei como quem anda
Sem destino... Alma branda
Como alguém que ama
Mas que nunca será amada..

quinta-feira, 8 de janeiro de 2015

Homem gelo part 1 e 2

E assim nasce o homem gelo
Rigido e teso
Pesado e composto por medo
Teme em amar o próximo
E se esconde solitário
E assim o homem gelo cresce
O homem gelo padece
O homem gelo cede.
E o homem gelo segue...
Com o calor da decepção
Que o insiste em matar
Com o amor no coração
Que o insiste em fragilizar
Frio como um freezer
Quente como um cometa
Assim segue o homem gelo
Dentro da geladeira
Assim segue...
O homem gelo nasce
O homem gelo cresce
O homem gelo derrete
O homem gelo morre
O homem gelo chora
O homem gelo?
Quem o é agora?
Todos o abandobaram
E agora é só ele e seu vicio
Em seu pequeno e humilde quarto
E quando nem mais isso tiver
O homem gelo continuará seguindo
Solitário, como escolheu viver
Sem tristeza, só frieza
Expressão nitida de alguém sem vida
Que ainda ver sorrir a boca
De forma timida
E sonha em ser uma pessoa boa...

Homem gelo part-2

O homem gelo nasce
O homem gelo cresce
O homem gelo padece
O homem gelo derrete
O homem gelo morre
O homem gelo é julgado
O homem gelo é queimado
No fogo do inferno
O homem gelo chora
O homem gelo está só
O esqueceram debaixo do sol
Desanimador homem gelo
O que faz o homem gelo
Homem gelo sente medo?
Homem gelo sente receio?
Não, homem gelo não faz nada
Homem gelo não tem casa
Homem gelo não tem comido
Homem gelo somente é frio
Homem gelo quer ficar sozinho
Homem gelo cansou de ser forte
Homem gelo só quer ser mais um
Que possa derramar lagrimas
Que quer desabafar
Fazer palavras, que lavam a alma
Homem gelo, só mais um homem
Solitário e sozinho.
O homem gelo nasce
O homem gelo cresce
O homem gelo padece
O homem gelo derrete
O homem gelo morre
O homem gelo é julgado
O homem gelo é condenado
Ao fogo do inferno

Homem gelo part-3

Quem é esse homem gelo
Que parece tão forte
Quem é esse homem gelo
Com sangue nobre
Quem é esse homem gelo
Que tanto sofre
Quem é esse homem gelo
Que sobrevive ao sol ardente
Que é esse homem gelo
Que vive como a gente
Quem é esse homem gelo
Travestido de fortaleza
Mas que em si é só tristeza
Quem é esse homem gelo?
Quem sou eu e quem é ele?
Quem somos nós?
O que é a vida na visão do algoz
Quem é você que o destrói
Qual o laço se desfez
Qual lado se quebrou
Quem é o homem gelo
Quem foi que o transformou
Quem sou eu e quem é ele?
Quem é o homem gelo
Que tanto sente sede?
Quem sou eu e quem é ele?
Quem é o homem gelo
Que por hora sente medo
Quem sou eu e quem é você?
Quem é o todo mundo?
Como se vive sem viver
O que estou fazendo aqui
Quem é Deus?
Quem sou eu?
Ninguém morre quando perde a vida
Minha querida!
Ninguém é errado quando se está certo!
Quando perdemos a vida
Ainda estamos bem vivos
Somente andamos com os olhos abertos
E vivemos como zumbis
A vida o fez assim
O sábio homem de gelo zumbi
Foi Deus quem quis
E o homem gelo precisa ir embora
A sua desgraça começa agora
E não adianta chorar as mágoas
Por que é chegado o sol das 10 horas
E ele vai te transformar em água
E de água virará cachoeira
E irá parar próximo a beira
Da beira do abismo.
Homem gelo, aqui jaz todo o seu liquido.

Vende-se

Vende-se uma alma!
Baratinho, preço de banana!
Eu não pedi uma vida
Eu só queria uma humanidade mais humana
Vende-se um alma
Ou troca-se por quaisquer quinquilharias
Eu não pedi pra nascer
Vende-se uma alma
Que não pode ser comprada ou vendida
Vendo também todos os meus momentos bons
Por qualquer coisa que me sirva
Só pra não me sentir inutil
Vende-se uma alma
Por qualquer vestido sujo
Para cobrir as vias imundas
Do meu coração
Vende-se o meu amor...
Eu só quero dor
Vende-se o meu perdão...
Quero viver deitado no chão
Vendo também o meu colchão
Vendo minha cama
Ela não é bacana
Mas da pra dormir de consciência limpa
Vendo também mes antidepressivos
Prefiro as metafetaminas e heroínas
Que jorram em minhas veias
Vendo uma vida
Cheia de esperança de ser vivida
E eu não posso mais usá-la

quarta-feira, 31 de dezembro de 2014

Ampola do tempo

O tempo passa na velocidade do vento
O velocímetro que era lento
Agora estoura,
Pois já não há números para medi-lo
Mais um dia, menos um de vida
E na minha ampola,
Menos um grão de areia
Mais uma ferida
E mais uma doença incurável
Doença das lembranças
Que em minha mente dança
Como se fosse presa.
E o tormento grita,
Clama por liberdade
Como se já não existisse liberdade
E então eu amo mais meus vícios
Do que as pessoas
Mas não é o fim da linha
O alarme soa
Entre gritos e gemidos
Meu corpo soa
Como se fosse sua
Cada gota de suor
Cada gota da lagrima do meu sofrimento
E eu sigo caminhando
E ao mesmo tempo chorando
Pois já não há o que fazer
Além de chorar
E as palavras de sofrimento já não te sensibiliza.
Eu sigo perdendo a vida
A cada dia que passa
Eu sigo perdendo a vida
E você acompanha de perto
Meu suicídio lento.
E vão se abrindo as portas do inferno!
De um mundo tão vazio e pequeno.
Mas saiba!
Não é o tempo que tá passando.
Sou eu quem estou o encurtando!
Sou eu que estou morrendo aos poucos.
Sou eu que estou ficando louco!

domingo, 28 de dezembro de 2014

Desabafos do divã

Falta um cigarro
Falta um copo de bebida
Falta uma vida
Falta gardenal
Falta ser normal
Falta querer ser o que não sou
E os homens de branco
Me põem no divã
Para ficar de bla bla bla
E colocar a culpa do meu sofrimento
Em uma maldita maça
Que Eva deu pra Adão
E que culpa tem o meu coração?
Eu sou um trovador de meias palavras
E pessoas idiotas não conseguem entender.
Eu sou assim e este é meu jeito
Eu não preciso de ninguém
Pra me diagnosticar
Eu não quero diagnóstico
Eu não quero remédio forte
Eu quero ficar sozinho
Eu um lugar impróprio
Onde tenha sobremesa
Onde tenha bebedeira
Onde possa me libertar
Dessa minha bipolaridade
Que me deixa sem saber
Quem eu sou de verdade
Se sou cidadão moderno
Ou um homem de sociedade
Que me deixa sem saber
Se sou louco ou normal
Que me deixa sem saber
O que é ser diferente ou igual
Ou então o que acontece
Se o freezer congelar
E se tudo for por água abaixo
O nosso barco naufragar
Qual será o próximo passo
Minha querida eu tenho medo
E o que acontece
Se eu começo a chorar
Eu chorarei de desespero
Se algo me dominar
Eu posso até te gritar
Mas eu vou me arrepender
Por que eu sei quando sou eu
E eu sei quando não é...
Eu só preciso ser feliz
Eu só preciso relaxar
E quando perder este controle
Quem será que virá me guiar
Quem irá me controlar
Quem irá me curar
Desse meu desespero
Desse meu devaneio
Desse meu medo de ficar sozinho
E voltar a morar
Em um quarto com odor de cigarro
Escuro e vazio.
Onde eu viva trancado,
Só eu e eu e minha poesia
Até chegar a morte
Sublime e fria....