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domingo, 29 de novembro de 2015

Sobre o amor

O amor é viver sem respirar
É o sentir sem tocar
É viver e simultaneamente sonhar
É o querer e o estar
Mesmo estando ausente
É andar e ficar no mesmo lugar
É o querer estar presente
É jamais abandonar,
Amor que é amor
É recurso inesgotável
E quem ama jamais pode deixar
As pessoas a deriva no mar
Incapazes de preencher o vazio
Em uma ilha de seres humanos
De coração frio..

Ultimato

Fecha a porta, abra a janela
E exportará sua vida secreta
Para quem quiser ver
Abra o sol e o seu coração 
E depois siga amargurado
Por ter dado algo que não poderia
Algo não era pra ter jogado
Sabe aquela última ficha
É o seu ultimato
Seu amor nas mãos do desconhecido
Seu amor a depender do clamor
De outra pessoa

Tudo sempre igual

Todo dia tudo sempre igual 
Espero que amanhã seja natural
O dia termina azul e nasce cinza
Da tristeza a alegria 
Até que eu volte a sonhar
Nunca imaginei temer sonhos
Logo eu que sou sonhador
Tive medo acordar
Queria voltar a dormi
Pois ao menos lá,
No meu consciente
Você estará 
Tenho medo dos escombros
De um futuro tristonho 
Que insiste em me assombrar
Eu não quero acordar!

Fim da linha

Tenho medo de dormir
Pra não ter que sonhar que fui feliz
Agora sou obrigado a te ver partir 
E não ter como voltar atrás 
Não me leve!
Me deixe entregue
Quero ficar aqui
Trás mais um cigarro 
Eu quero ficar calado...
Me trás uma bebida
Quero me embriagar
Sou eu um suicida 
Que finda a vida 
Que não tem?
Sou eu um suicida
Que sem vida
Tenta se encontrar tão bem
E entra em depressão profunda?
Há alguém que resista?
E por mais que finja 
Não. Não. Estou feliz...
Mais que se foda!
Todos os poemas de amor
Vamos... Caminhe carrasco
Prepara a forca
Estou pronto para a morte
A morte heroica
De um poeta pós-moderno
Que se apega ao eterno
Sem ter nenhuma retórica
Vamos... Finda
Fim da vida fim da linha
Fim de tudo
Fim de você 
Que nunca foi minha...

Andarilho

O destilado de um lado
Do outro um cigarro
E lá se vai o poeta
Ao caminho do eterno
Nos seus braços o caderno
Rabiscos de amores perdidos
E na sua face
O desgaste dos amores vividos 
E desses amores
As consequências dos seus horrores
E lá se vai o poeta
Atravessando a porta aberta
Dos bares que estão a sua espera..

Novo dia

O dia amanheceu 
A esperança bateu na porta 
Encontrei um novo eu
Que será diferente 
A parti de agora
E quando anoitecer
Eu vou perceber 
Que aproveitei o dia
E que tenho a capacidade 
De viver sem você 
E que os males da saudade
Serão só lembranças esquecidas
E afirmo com veemência 
De que hoje tenho uma vida
Cheia de esperança 
E sem precisar de saber
Suas noticias

Mais uma dose de morte

Eu quero mais uma dose
Mas um pouco de morte
Nessa vida sem sentido e sorte
Eu so quero mais uma dose
E menos um dia para viver
Eu quero poder caminhar 
Sem pensar em você 
Eu so quero uma dose de amnésia
Para poder esquecer
Um passado de mazelas 
Mais uma dose de morte 
A vida é dor...
Quem acha que estão vivos hoje?
Será só ilusão a vida?
A vida não é doce...
Eu preciso de uma saída 
Nem que seja a morte 
E o alivio da partida...