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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Quem é você?

A magreza traduz minha derrota
Já tão visivel e exposta
Já perdi todos os trunfos
Todas as glórias,
Nada mais me resta agora

E o vicio me consome
Sou um prototipo de ser humano sem nome
Alguém que aparece e some
Nos bares, nas esquinas e nos becos

Custou tentar me reerguer
Procurei saber quem é você
Quem é você ...
Quem é você ...
Que tanto me "aflinge"
Que mesmo sem saber me atinge
De forma fria e sublime

Se você soubesse...
Tenho tanto medo do dia seguinte
E é por isso que não tenho coragem de me arremessar ao abismo
E me mato lentamente em meus vícios
E minha loucura já quase visível é normal
Por que viver sem ti é natural...

sábado, 26 de novembro de 2011

Eu sou um qualquer

Eu sou um qualquer
Eu sou um qualquer
Eu sou um qualquer descontrolado
Escrevo no guardanapo
Minhas frustrações

Eu sou um qualquer
Eu sou um qualquer sem teto
Sem espaço, sem nexo
Sem tato, sem amor
Sem vida, sem momento, sem exemplo
Eu sou um desgraçado

Eu sou um qualquer filho da puta
Que a vida muda na decepção
Eu sou um qualquer estranho
Que vive, quer morre
Que chora, que sofre em pranto

Eu sou um qualquer
Que escreve no verso
Eu sou um qualquer
Com um futuro incerto

Eu sou qualquer um
Eu sou algo, sou algum
A espera de ser.
A espera de um milagre pra viver
Eu sou um qualquer,
Que luta todos os dias pra ficar de pé!

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Desafortunado Inglório

Desafortunado Inglório
Nem tudo que quer pode.
Mesmo assim não cansa,
Chora e sofre

Desafortunado Inglório nasceu pra perder
Mas mesmo assim não desiste
No fundo ele sabe
A felicidade existe
E ele também sabe
Que pode sorrir mais tarde

E sabe, sabe com propriedade,
Pois experimentou esse gosto de felicidade
Foi feliz de verdade

Anda pelos cantos tristes agora
Mas um desafortunado sabe a hora
A hora de seguir
Ou de ir embora!

Despedida!

Já perdi muito tempo na tristeza,
Minha juventude inteira
Já fiz de tudo pra ser feliz de novo
Nada mais vai tirar um sorriso de meu rosto
Nem sua expressão de choro,
Meio silencioso.

Esse é o momento da despedida
Desligamento do elo entre nossas vidas
Éramos como dois barcos
Ancorados no cais
Agora não somos mais

Tudo se divide, todos se separam
E todo mundo erra
Já dizia o poeta
O fim só se decreta.
Quando menos espera!

domingo, 20 de novembro de 2011

3 meses

É dificil olhar para o lado e tentar assimilar
Que você não está mais presente
É tão dificil passar essa noite sem chorar
Acostumei com seu perfume

Pensei que fosse pra sempre
Agora eu vejo que fui enganado
Maltratado e deixado de lado
Meus companheiros de jornada
Um Whisky e uma carteira de cigarro
Me reduz ao que sempre fui, um nada

Olha para mim! Bem no fundo dos meus olhos
E veja o que restou do que era nosso
E esses 3 meses que pareciam durar
Teve que se findar, acabar!

Foda-se

Foda-se! Eu não quero mais nada
Beber a noite já não é tudo
Foda-se eu vou ficar mudo
Foda-se isso não me convém

Eu detesto pessoas que supõe demais
Foda-se eu quero mais
Eu quero ficar só
Pra pensar que poderia ter sido pior

Foda-se você ficou pra trás
E eu quis recuar, me arrependi
Eu não quero mais sentir
Essa dor só me comove
Por que quem sente sou eu

Então foda-se quem sofre
Foda-se a ideia de ser só seu,
Foda-se tudo
Vou ficar mudo!

Por uma noite

O amor de uma noite dura pra sempre
Prepara o açoite, machhuca minha mente
Só faço o que não é conveniente
Por uma noite, e se fosse...

Eu suponho demais
E se fosse não me satisfaz
Eu quero mais que madrugadas
Eu quero tambem manhãs e tardes de farra

Por uma noite sou capaz de tudo
Movo céus e terras
Reviro o mundo
A escuridão toma minha alma
Eu sumo.