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sábado, 31 de dezembro de 2011

Estragos da noite

Não! Eu sou uma contradição
O que acelera no meu peito não é um coração
Não! É algo bastante significativo
As pessoas dizem que eu não tenho comoção
Ao ver o que era vivo morrer
Se esqueceram?! Ódio também é um sentimento negativo

Oh não! Eu sinto ódio
Mesmo quando estou sóbrio
Tonto! Vendo o mundo girar
Se lembra que só tem ódio
Quem um dia obteve o dom de amar

O amor era um sentimento tão belo
Mas deixou um espaço vazio
Para o ódio habitar
Incapaz de amar
Congelou, apedrejou e me deixou frio
Calculista, ser humano sombrio
Me escondo nos açores
E me perco entre os estragos da noite

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

Mais um dia

Mais um dia como outro qualquer
Mais um dia para rever os planos
Mais um dia para ser humano
Mais um dia para ser o que você quiser

A morte da arte é a sorte dos hipocritas
Que fazem de seres humanos marionetes idiotas
Uma semana para o fim do mês
Sete dias para o fim do ano
Uma pessoa solitária é ser humano
Quando se reunem são demagogos fardados de santos

Sempre tentando diminuir o peso da cruz
Tentando procurar uma luz
Inexistente luz, O preço aumenta
A coragem diminui...
E as pessoas clamam Por Jesus...

E a tal da vida eterna?
Seria a desculpa para um fim trágico?
Oh Não! Mais um nalfrágio
Avisto no mar um pedaço do paraíso
Mais uma estação e chegaremos ao inferno
Parte por parte...
Eles tentam aniquilar a minha arte...
Mentiras hiócritas da arte

Feliz aniversário

A sua falta me acalma
A calma, remédio de minh´alma
Procurando o que me falta
O que me falta acontecer
Procurando por um motivo pra viver

Fujo, procuro esconder
Sentimentos, tolos sentimentos
E os pensamentos são como areia
Se degradam com o tempo...

Escrevo em meu diário
Emoções de um jeito equivocado
Tento te ligar,
Meus créditos esgotados
Sinto muito, Espero que ouça em gritos
Os meus votos de feliz aniversário

Eu não queria está longe
Se você soubesse o quanto me consome
Eu não queria,
Porém mais tarde eu saberia
Que sua ausência já tão sentida
Vai sendo esquecida
É como sentimento
Se degrada com o tempo ...

Impotencia

Impotencia, Pernas amarradas
Não posso fazer nada
Preso de mãos atadas
Me pergunto qual é o preço

Qual o peso da liberdade
Como é que é sentir saudade
Do que deixei pra trás
Para continuar na continua busca da paz
Da paz...

É assim que se faz?
O que acontece ao apertar este botão?
Imagino como era a algum tempo atrás
E só tive uma opção
Ser feliz ou não ...

Viviane

A noite está linda,
Mas muito ainda me falta
Sem sua presença sinto nada,
Cometo erros e falhas e falhas e falhas...

Eu caminho vendo o que não é meu
Sou pobre e estou ciente,
Nada me pertence!
Como sobreviver se o que tenho pulsando ainda é seu...

Um dia explicitarei em alegria a sua imagem
E se houver alguma poesia em sua homenagem
Eu a aniquilarei
Pois eu serei o unico homem
A escrever uma poesia em seu nome ...
Nada mais será como antes...

Nos libertemos

Cai chuva, cai chuva sobre mim
Chuvas de raios de sol
Chuvas de raios e só
Torrando feito pó
No ardúo calor seria pior

A loucura é só um estado psiquico
Não enxerguemos o lado maligno
Não matemos o menino
Que há dentro de nós

Não deixeis de fazer o que queremos
Ou de fazer o que fazemos
Pela vergonha alheia
Por que nada se assemelha
Só se diverge
Como qualquer coisa qualquer
Faça como quiser!

Nos libertemos!
Abramos a gaiola, vamos todos voar
Não olhe para o chão, perigo no ar
Você pode cair, se machucar.
Mas não sentirás dor alguma,
Por ti eu vou chorar...

Você se lembra, se recorda do seu nome
Se recordas da dor que te consome,
Para o alto, olheis para o alto
Panico lá embaixo
As pessoas choram, as pessoas choram sim!!!
Somos todos desgraçados... É o fim!

Plenamente perdido

Cai a chuva lá fora
E no frio eu sinto calor
Que atormenta, apavora!
Tento me aquecer ou me despir de toda dor
Como se fosse uma contradição de toda hora...
A vida começa ou termina agora?

Senhor criador! quem?
Quem me deixou padecer em dor! Alguém?
Alguém me ama? Também, tão bem!
Tão bem, também me torno-me bem
Com toda licença poetica de mim mesmo

Mas não sou poeta, eu sei que não mereço
utilizar de tão nobre lincença
E nem falar na ausencia
Na ausencia dos nobres
Somos todos pobres
De rimas ou de palavras,

Há um corte, uma ferida profunda
Que lava, que lavra, que estraga
Qualquer coisa que se fala
Referente a qualquer cara
Eu perdi a chave, agora não posso mais entrar...
No reino, no reino, no reino desconhecido
Eu estou plenamente perdido!