O suor espalha-se pelo corpo,
Como um rio atravessa o outro.
Pernas em movimentos próprios,
Guiam os sentidos
Que caminham diretamente aos seus olhos
E você, diz não!
Recusa os carinhos,
E tranca-o em uma prisão,
Ilhas sem grades,
Desdenha de um coração
E o retalha parte a parte,
Todos tem a mesma opinião
E o julga pelos mesmos erros,
Preceitos e receios sem concertos
Que seu lado claro,
Expõe sem ter medo
Ao falar o que pensa,
Mesmo assim não cura a depressão,
Que perpetua ávida e sem fim
Alheia a vontade de não querer existir
E lá se vão todos os amigos
Ninguém deseja carregar esse fardo consigo.
E então, solitário caminha!
Eu não sei dizer te amo. Muito menos coisas de amor, mas sei o que é dor e dor já não sinto mais! (Dedeco Lima)
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quinta-feira, 22 de novembro de 2012
quarta-feira, 14 de novembro de 2012
Juízo Final
Então, o que acontecerá?
Quando o mundo acabar,
E quando tudo desabar?
O que estará imerso dentre os escombros?
Bêbados incompreensíveis,
Levam leves tombos e topadas!
Talvez encontre anjos invisíveis...
Tentando curá-lo
De todas as marcas
Das vidas passadas,
Não perdoadas
Quando o mundo acabar,
E quando tudo desabar?
O que estará imerso dentre os escombros?
Bêbados incompreensíveis,
Levam leves tombos e topadas!
E as aceita de forma calada,
Pois já não há palavras
Que descreva sua desgraça!
Pois já não há palavras
Que descreva sua desgraça!
Talvez encontre anjos invisíveis...
Tentando curá-lo
De todas as marcas
Das vidas passadas,
Não perdoadas
Pelo então Deus carrasco!
O que realmente estaria imerso
Dentre os escombros do universo
O que estaria escondido no ambíguo eterno?
Do outro lado,
Ouves calado
Todas as promessas fajutas
Das antigas escrituras.
Arrepende-se de tudo que não fez.
E deseja voltar atrás...
O que realmente estaria imerso
Dentre os escombros do universo
O que estaria escondido no ambíguo eterno?
Do outro lado,
Ouves calado
Todas as promessas fajutas
Das antigas escrituras.
Arrepende-se de tudo que não fez.
E deseja voltar atrás...
Tarde demais,
Ninguém o ouve mais
Nem o tal cristo,
Que pelas mãos do homem, falecido,
Puderá ajudar-te
Obrigado a assumir os erros
E omitir os acertos
Migrou para outro planeta
Tão vermelho quanto marte
E tão ardente quanto um cometa.
Ninguém o ouve mais
Nem o tal cristo,
Que pelas mãos do homem, falecido,
Puderá ajudar-te
Obrigado a assumir os erros
E omitir os acertos
Migrou para outro planeta
Tão vermelho quanto marte
E tão ardente quanto um cometa.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Mascaras
As mascaras caem
Ao termino do teatro,
Ao fechar das cortinas
Ao descobrir a verdade dos fatos
As mascaras caem,
E expõe os desgraçados
Pobres,
Não ostentam nenhum centavo
Pra comprar um cigarro
Ou tomar um porre
Pobres,
Não têm coragem de atentar
Contra a sua própria morte.
As mascaras caem
E descobrimos quem é quem
Sem precisar dizer uma palavra,
Não se sabe se é por falta de coragem
Ou se há vocábulos que não se possa pronunciar,
Mas do que adianta falar
Se o que escorre dos meus olhos
São lagrimas,
Puras lágrimas...
Que outrora não pude derramar.
Ao termino do teatro,
Ao fechar das cortinas
Ao descobrir a verdade dos fatos
As mascaras caem,
E expõe os desgraçados
Pobres,
Não ostentam nenhum centavo
Pra comprar um cigarro
Ou tomar um porre
Pobres,
Não têm coragem de atentar
Contra a sua própria morte.
As mascaras caem
E descobrimos quem é quem
Sem precisar dizer uma palavra,
Não se sabe se é por falta de coragem
Ou se há vocábulos que não se possa pronunciar,
Mas do que adianta falar
Se o que escorre dos meus olhos
São lagrimas,
Puras lágrimas...
Que outrora não pude derramar.
sábado, 20 de outubro de 2012
Torturas
Torturado em praça publica
Implorando migalhas de suplicas
Dos subalternos incrédulos
Que caminham cegos
Sem rumo ou direção
Um breve suspiro
Olhares ao chão
Um apelo de perdão
Pelas pessoas que morreram em vão
Seus olhos derramados em lágrimas
São reflexos dos atos de glória
Esquecidos nas lembranças curtas
De uma vida de vitórias imundas
A cada rangido da corda
As bordas do ponteiro
Ultrapassam as circunferências das horas
Em um lapso de memória
Dão-se as costas e vão embora
quarta-feira, 10 de outubro de 2012
Gritos
Permanentemente ecoarão gritos
Na superfície sensível dos meus ouvidos
Internamente minha alma suplica em gemidos!
- Afaste-se, ou terás o que merece!
Do que adianta sermos homens
Se somos vermes...
E por mais que grite
Meus sentidos surdos
Só ouvirão sussurros,
Brandos, quase nulos...
Sigo ludibriado pelo medo
Que me faz calar
Ao disparar dos tiros!
Éramos amigos,
E nos tornamos estranhos
Éramos guerrilheiros do mesmo bando
Tínhamos a proteção dos santos
Atualmente habito em trevas
Sem a companhia dos anjos.
Na superfície sensível dos meus ouvidos
Internamente minha alma suplica em gemidos!
- Afaste-se, ou terás o que merece!
Do que adianta sermos homens
Se somos vermes...
E por mais que grite
Meus sentidos surdos
Só ouvirão sussurros,
Brandos, quase nulos...
Sigo ludibriado pelo medo
Que me faz calar
Ao disparar dos tiros!
Éramos amigos,
E nos tornamos estranhos
Éramos guerrilheiros do mesmo bando
Tínhamos a proteção dos santos
Atualmente habito em trevas
Sem a companhia dos anjos.
sábado, 6 de outubro de 2012
Morte lenta
Quero ter uma morte lenta
Tranquila e amena
Sem pessoas ao redor do meu caixão
]só assim caminharei em paz
No abismo vazio da solidão
É impossível viver sem amor,
Então o substituo,
Padecendo em dor
Até o fim da existência humana
Não desejo inferno ou céu
Não quero ser condenado ou réu
Só desejo enfrentar meu caminho
Sem cruzes ou espinhos...
Tranquila e amena
Sem pessoas ao redor do meu caixão
]só assim caminharei em paz
No abismo vazio da solidão
É impossível viver sem amor,
Então o substituo,
Padecendo em dor
Até o fim da existência humana
Não desejo inferno ou céu
Não quero ser condenado ou réu
Só desejo enfrentar meu caminho
Sem cruzes ou espinhos...
domingo, 16 de setembro de 2012
Queda do Muro
Os muros vão abaixo
O caos é sacro,
É eterno é falho,
O mundo pode até desabar
Mas que tenha algo macio
Para me debruçar...
E não importa se tudo for pedregulho
Ou se o nada é vazio
Eu só quero derramar uma lagrima de forma sutil
Para que ninguém perceba
A dor que eu sinto e a falta de certeza
Enquanto o muro estiver caindo,
Mas é claro que o muro está caindo,
Lentamente... através das rachaduras
Amor, algo mortal
Nem o tempo cura
Mesmo que seja visível e real...
O inferno deve ser tão calmo,
Dizem por ai que é agitado,
Mas eu não aceito a ideia
De sofrer tanto na vida
Quanto na morte
Mas estou condenado pelas escrituras secretas
E por tudo que diz respeito a ela...
O caos é sacro,
É eterno é falho,
O mundo pode até desabar
Mas que tenha algo macio
Para me debruçar...
E não importa se tudo for pedregulho
Ou se o nada é vazio
Eu só quero derramar uma lagrima de forma sutil
Para que ninguém perceba
A dor que eu sinto e a falta de certeza
Enquanto o muro estiver caindo,
Mas é claro que o muro está caindo,
Lentamente... através das rachaduras
Amor, algo mortal
Nem o tempo cura
Mesmo que seja visível e real...
O inferno deve ser tão calmo,
Dizem por ai que é agitado,
Mas eu não aceito a ideia
De sofrer tanto na vida
Quanto na morte
Mas estou condenado pelas escrituras secretas
E por tudo que diz respeito a ela...
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